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O que deu em Lula? questiona Noblat

O Blog do Noblat questiona hoje o que deu em Lula - com um ingênuo "aleluia!!":


Aleluia! Lula reconhece o que sempre desprezou

O que deu em Lula?
Passou os últimos oito anos criticando seus antecessores por não terem tido tanto êxito quanto ele. Hoje, finalmente, em discurso de improviso feito durante visita ao canteiro de obras da usina hidrelétrica de Estreito, na divisa do Maranhão com o Tocantins, Lula concedeu:
- Eu tenho consciência que outros presidentes da República não tiveram as mesmas condições que eu. O presidente Sarney pegou o Brasil em época de crise. O Fernando Henrique Cardoso, mesmo se quisesse fazer, não poderia, pois o Brasil estava atolado numa dívida com o FMI. Quando você deve, tem até medo de abrir a porta e o cobrador te pegar. 
Pela primeira vez, Lula admitiu que foi beneficiado por uma conjuntura econômica internacional amplamente favorável.
Isso não lhe tira os méritos pelo que fez de bom. E restabelece uma verdade que ele sempre procurou negar ou enfraquecer.

É simples, Noblat: Lula sabe melhor que você e eu, a cama que deixou montada para D. Dilma. Está justificando o fiasco que está por vir por antecipação. 
Em 2013, nos palanques, berrará que Dilma fez o que pôde, que a "conjuntura econômica internacional" não lhe favoreceu etc, etc, etc...  

Questão social?

A operação levada a cabo ontem no Rio de Janeiro não é solução definitiva para nada. O complexo do Alemão é apenas uma  parte do problema, e mesmo ele não estará a salvo de retrocessos se outras providências não forem tomadas, entre elas uma limpeza na própria polícia.

 Em quê, então, a operação foi tão boa ? Por que toda essa celebração ? Eu penso que ela foi ótima por três razões fundamentais. Primeiro, por sinalizar uma mudança de atitude : contra facínoras, usa-se a força, o resto é conversa fiada.

No Estado de Direito, gente com esse tipo de currículo só têm duas opções -  a cadeia ou o cemitério -, pouco importando, a esta altura,  se tiveram ou não oportunidades para viver de outra forma.

Diferentemente do que muitas vezes se afirma, o Estado democrático confere plena legitimidade aos governantes para que empreguem a força sempre que necessário.

E que necessidade maior pode haver, quando bandidos aterrorizam a sociedade, impedem os cidadãos de viver normalmente as suas vidas e tentam transformar uma porção do território num Estado dentro do Estado?

Boívar Lamounier, ontem. Leia a íntegra aqui.

João Pereira Coutinho, tim-tim!!

Vi publicado no Se entrega Corisco! Eu não me entrego não

Me senti homenageado.


Os heróicos 3%

Passei meus últimos dias com a cabeça mergulhada no Brasil. As eleições, sim, as eleições: na TV ou nos jornais portugueses, a minha tarefa era explicar aos patrícios o que sucedia desse lado do Atlântico. Li muito. Escutei bastante. Perguntei idem.
Mas de tudo que li, escutei ou aprendi, nada me perturbou tanto como saber que Lula deixa o Palácio do Planalto com 82% de aprovação popular.
Minto: o que me impressiona não são os 82%; o que me impressiona são os 3% de brasileiros que desaprovam o governo Lula e que não embarcam no entusiasmo geral. Como são solitários esses 3%! E como são heroicos! É preciso coragem, e uma dose invulgar de realismo e sensatez, para não ser atropelado pela multidão desgovernada. Quem serão esses 3%? Gostaria de os conhecer, de os convidar para minha casa, de beber com eles à liberdade e à democracia. Vou repetir, quase com lágrimas nos olhos: 3%!
Não nego: Lula teve méritos econômicos evidentes. Arrancar 20 milhões da pobreza não é tarefa insignificante; e ter um país com crescimentos anuais de 6% ou 7%, enfim, uma miragem para quem vive na Europa. Se o Banco Mundial acredita que o Brasil será a 5ª economia do mundo no espaço de uma geração (obrigado, “The Economist”), Lula teve um papel nesse caminho. Mesmo que o caminho tenha sido preparado por Fernando Henrique Cardoso.
Mas quando penso nos solitários 3% que desaprovam Lula; quando penso nessa gente residual, marginal, divinal, penso em todos os casos de corrupção que abalaram os governos petistas e que seriam intoleráveis em qualquer país civilizado do mundo. Penso nos ataques e nos insultos que Lula desferiu contra a imprensa mais crítica. Penso na forma como Lula usou o seu cargo para, violando todas as leis eleitorais (e do mero decoro democrático), eleger Dilma Rousseff. E penso, claro, na política externa de Lula.
Sou um realista. Países democráticos não lidam apenas com democracias; por vezes, nossos interesses estratégicos ou econômicos exigem que sujemos as mãos com autocracias, teocracias, ditaduras e aberrações políticas. Mas devemos fazer isso com decoro; envergonhados; como um cavalheiro que frequenta o bordel e não faz publicidade de seus atos.
Os 3% que desaprovam Lula, aposto, desaprovam a forma indigna como ele elegeu Ahmadinejad seu amigo; como manteve relações amistosas com Chávez; como foi displicente perante os presos políticos cubanos.
Acompanhei as eleições brasileiras. Comentei-as. Escrevi a respeito. Mas, nessa hora em que Lula sai para Dilma entrar, os meus únicos pensamentos estão com os 3% que não perderam a cabeça e mantiveram-se à tona da sanidade.
Nessa noite fria de Lisboa, um brinde a eles! 
(João Pereira Coutinho)

Algumas ponderações pós-eleições


Por tudo que consta nesse blog, acho que ninguém tem dúvida que, dentre os candidatos à Presidência da República do Brasil que se apresentaram para ocupar o cargo, eu havia escolhido José Serra.

Dentro de minhas inúmeras limitações de tempo e dinheiro e das limitações próprias, decorrentes do fato de ser ninguém, apenas (mais) um cidadão insatisfeito com os rumos que vêm dando a meu País, acredito ter feito o que estava ao meu alcance para que esse candidato fosse o eleito. Não foi.

Com a cabeça um pouco mais fria, ponderando sobre todo o havido nessas eleições presidenciais de 2010 e sobre os comentários que tenho lido de analistas políticos, blogueiros, dos próprios políticos, algumas lições começam a ser delineadas, algumas conclusões já podem ser tiradas.

A primeira e a mais evidente a meu ver é que não tivemos oposição nos últimos 8 anos. Essa falta de oposição efetiva é a primeira grande razão para que Lula tivesse crescido tanto aos olhos do povo (ainda que não acredite na popularidade que as pesquisas apontam – e não acredito mesmo -, sei que ela é muito maior do que a que faria jus).

Essa falta de oposição é a grande responsável pelo quase endeusamento daquele que (ainda) está Presidente e permitiu a ele, com a complacência clara (diria cumplicidade quase criminosa) dos meios de comunicação em geral (salvo honrosas exceções) e daqueles que deveriam zelar pela aplicação das leis e Constituição Federal, ainda vigentes: Ministério Público, Poder Judiciário e Ordem dos Advogados do Brasil (não necessariamente nesta ordem) que atropelasse a legislação em vigor, achincalhasse as instituições, a democracia, a oposição e a nós, grande parte do povo brasileiro que não o aprova e para os quais ele assumidamente não governa: "a turma do contra".

Sem sombra de dúvidas, essa é, a meu ver, a principal razão da mantença do PT no Governo Federal. Se oposição houvesse sido feita no correr desses últimos anos – e não falo de oposição burra, sistemática, mas razões legítimas não faltaram para que se opusessem – o quadro de início da "corrida eleitoral" já seria outro.

Agora, não adianta passar 8 anos dizendo amém a todas as bobagens de Lula, não o desmentindo quando delirava afirmando aos quatro ventos que o Brasil antes dele não existia, entre outras coisas, e meses antes da disputa eleitoral (chegando ao absurdo de usar a imagem do próprio Lula em seu programa eleitoral) se apresentar como "oposição".

Oposição nesse País, como bem disse meu amigo Paschoal, O Copista, somos nós.

Assim sendo, considerando apenas esse aspecto, já vi como um milagre que Serra tenha passado para o segundo turno.

Em verdade, ele passou ao segundo turno com um quadro extremamente vantajoso para si: foram 47.651.434 de votos em Dilma, pela "continuidade", e 53.938.719 de votos que, pelas mais diferentes razões, não queriam a tal continuidade. E ele não soube aproveitar o recado.

O segundo fator determinante foi a presença incômoda, ilegal, inconstitucional, agressiva, daquele que deveria estar na Presidência da República. E todos se calaram. Ninguém, nenhuma das instituições brasileiras foi capaz de tomar uma atitude efetiva para colocar aquele senhor em seu devido lugar, deixando claro para ele – e para o resto da Nação – que Presidente da República não pode sair falando qualquer asneira que lhe passe pela cabeça, que, no cargo que ocupa, não há "horário de expediente". Ele o é (ou deve sê-lo) em período integral. Mas nós, povo, anônimos, ficamos "entregues" pela absurda inação das instituições.

E aqui vem uma crítica a um artigo do Ricardo Setti, no qual ele afirma que Dilma ganhou as eleições limpamente. Não ganhou:

Não foi limpo, legal, nem digno, o comportamento de Lula.
Não foi limpo, legal, nem digno, esconderem em um cofre a biografia da então candidata, da população.
Não foi limpo, legal, nem digno, usar dinheiro e máquinas públicos, para fazer propaganda.
Não foi limpo, legal, nem digno, o recolhimento dos panfletos encomendados pela Diocese de Guarulhos (como, aliás, agora, após as eleições, informa a Procuradoria Geral Eleitoral, vejam no Reinaldo Azevedo).
Não foi limpa, legal, nem digna, a condução das "investigações" pela Polícia de Lula (antiga Polícia Federal) sobre a quebra de sigilo bancário ou sobre a corrupção que campeou a Casa Civil.
Poderia arrolar aqui inúmeras, mais inúmeras outras sujeiras, ilegalidades e indignidades. Espero voltar, ainda a esse assunto, que não complemento no momento por absoluta falta de tempo.

Então, Ricardo Setti, não me venha dizer que as eleições foram ganhas limpamente. Não foram. Foram uma vergonha para a Nação (decente e esclarecida).

Quero salientar que, apesar de ter tudo isso muito claro, não estou pregando, nem jamais pregaria, qualquer tipo de "golpe" contra as eleições realizadas e reconhecidas como legítimas.

Defendo a estabilidade das relações. Não defenderia, jamais, algo que abalasse tal estabilidade.

Defendo a lei. Defendo a Constituição Federal. Estas, já foram (e muito) feridas. Espero que tenhamos aprendido e não deixemos que essa vergonha torne a acontecer.

Um terceiro fator - e parece claro para maioria dos oposicionistas – foi a falta de engajamento, de comprometimento, do Senador Aécio Neves. Ele, por si, não seria, quem sabe determinante. Mas poderia ter colaborado muito mais, se empenhado muito mais. Mas ele não teve interesse.

Quanto a ele, sei que em futuro breve, colherá o que plantou (ou deixou de plantar) nessas eleições. Mas o PSDB deveria repensar a situação dele no partido. Deveriam aprender com o PT. Vejam que Fernando Pimentel está sendo hostilizado por ter "traído" a companheirada, por ter se associado justamente com Aécio...(leiam no Claudio Humberto). Não defendo, evidentemente, a hostilidade, mas lá no PT as coisas são muito bem definidas (no que estão absolutamente certos): ou estamos juntos ou não estamos. Não há espaço para se estar "meio junto".

E o quarto fator, acho que vocês devem estar de acordo, foi a propaganda eleitoral, excessivamente "light", considerando todo o acima exposto.  A cada novo programa esperávamos algo um pouco mais duro, que Serra mostrasse um pouco mais de firmeza, de indignação... E ficamos a ver navios.

Por fim, aprendam a falar a língua do povo.

O eleitor tem mais facilidade – por incrível que possa parecer (a mim parece) – em entender o que a Dilma está tentando dizer, o que o Lula fala quando assassina a língua pátria, do que o que vocês dizem. É triste? Muito. Mas é a realidade.

Partidos de oposição, fica, então, esse recado: são, pelo menos, 43.711.388 de pessoas na oposição. E queremos oposição. Volto a frisar, não é oposição burra, sistemática, mas é tolerância zero mesmo.
Não deixem passar nada, absolutamente nada de errado. "Metam a boca no trombone" a cada irregularidade, a cada desvio de verba, a cada tentativa de censura.

Escutem a população que está insatisfeita. Procurem atendê-la. Como "turma do contra", já não temos ninguém por nós. Usem o espaço de que não dispomos e ajam efetivamente como oposição.

E comecem ontem.

Se for para fazer diferente, fica mais bonito que "joguem a toalha", desistam. Nós não desistiremos.

Quem sai menor desta eleição?

Não queria sair para votar antes de passar por aqui.

Sem jamais perder a oportunidade de calar a boca, Lula afirmou hoje que Serra sai menor desta eleição. 
Mais uma de suas mentiras, de suas pataquadas. Ao contrário, Serra manteu o nível, a decência, o respeito às instituições mesmo quando atacado das formas mais baixas (e olhem que essa turma sabe jogar baixo...)

Quem sai menor desta eleição, sem sombra de dúvidas: a imprensa nacional (como regra, salvo raras e honrosas exceções), os institutos de pesquisas (sem exceção), o Poder Judiciário, o Ministério Público.

Quanto à Lula. Ele próprio não sai menor. 
Ele nunca foi maior, nunca foi nada mais do que tem mostrado ser nos últimos tempos.

Só para frisar, duas frases extraídas da sempre excelente Dora Kramer em seu artigo de hoje:

Quem fez campanha ilegal por dois anos e transgrediu fora do limite de qualquer responsabilidade? Pois é.
Na regra limpa, no mano a mano, Dilma Rousseff teria chegado aonde chegou? Pois é.

Leia na íntegra aqui, no Estadão 

A despeito de todas ilegalidades cometidas, de todas as baixezas possíveis, truculências, ameaças, quebras de sigilo, uso da máquina pública, jogo sujo, antidemocrático, aposto em Serra. 

Em poucas horas, se Deus quiser, assim será. O fim de uma era que só empobreceu o Brasil, moralmente, institucionalmente, democraticamente. O fim de uma era.

14 dias, 27 notícias revoltantes sobre governo Lula. É mole?

Incompetência administrativa, corrupção, ilegalidades, uso indecente da máquina... Por Sérgio Vaz
Entre os dias 14 e 27 de outubro, a imprensa divulgou pelo menos 27 notícias que mostram a incompetência do governo Lula, casos de corrupção e ilegalidades, exemplos do absurdo, ilegal, imoral uso da máquina governamental para eleger a candidata oficial e de imensas besteiras ditas pelo presidente e sua candidata.

Pelo menos 27, em apenas 14 dias. Pelo menos 27, porque foram as que eu anotei e transcrevi abaixo. Não sou tão organizado assim, e portanto pode certamente ter havido outras que deixei escapar.

E não estão incluídas aqui as mentiras diárias ditas por Dilma Rousseff ao vivo, em seus discursos, e por sua campanha, na propaganda eleitoral. Não sei se seria humanamente possível relacionar todas. Eu, pelo menos, não conseguiria.

Veja quais são, relembre.. Aqui.

Quem semeou medo e ódio na campanha : a desfaçatez tem limites ?


Ontem, em campanha pelo Nordeste, Dilma Rousseff   acusou  Serra de semear medo e ódio a fim de encobrir a falta de um projeto para o país. Mas o povo – afirmou – “vai responder com esperança e amor.”
 Ao ler a afirmação de Dilma, logo me lembrei de uma mensagem que recebi há poucos dias de uma leitora . Ei-la :
“Vindo para o trabalho, cruzei com um grupo de militantes do PT a caminho de alguma bandeirada ou coisa parecida. Me ofereceram um adesivo pró Dilma, eu recusei. Fui muito hostilizada. Me chamaram de “burguesa”, de “loira metida”, me disseram que “a moleza vai acabar” e por aí afora. Tudo muito baixo e fora de propósito. Continuei meu caminho sem me manifestar, mas me assustei…
Medo e ódio. Realmente, é disso que se trata.
 Abstratamente, podemos admitir que episódios isolados de intimidação ou confronto podem ocorrer em qualquer eleição e em qualquer país. Sempre há ânimos acirrados. Algum militante ou grupo de militantes pode passar dos limites.
 Em tese, é assim. Mas falar “em tese” sobre o que vem ocorrendo entre nós seria dar prova de uma imensa pusilanimidade. Disseminar o medo (e em larga escala) é, por exemplo, espalhar que a vitória adversária implicará a perda do emprego ou de algum benefício.
Aos beneficiários do bolsa-família, cujo voto já foi de certa forma seqüestrado pelo governo e pelos partidos que o apóiam, mentiu-se, ademais, que poderiam perder o benefício. Aos empregados de algumas estatais foi dito que o adversário promoveria demissões em massa.
Essa é a forma elementar do chamado “uso da máquina pública”  – e sem dúvida também a técnica mais perversamente eficiente da intimidação eleitoral. A história brasileira não tem registro de nada comparável ao que se fez este ano.
O fulcro de todo esse processo, como não me canso de dizer, é o comportamento atrabiliário do presidente da República. Lula desvestiu-se simplesmente (se é que chegou a se investir) dos deveres e obrigações compreendidos na expressão “liturgia do cargo”.
Para eleger de um jeito ou de outro a sua candidata, Lula não hesitou em abdicar da condição de presidente de todos os brasileiros, assumindo por completo a postura de chefe de facção.
Isto não sou eu quem diz . Disseram-no com todas as letras os governadores que ele reuniu no Alvorada logo após o primeiro turno. Com esforço, evidentemente, eles conseguiram abrir o bico e dizer ao chefe que ele se excedera bastante; dois ou três até ousaram apontar a agressividade do presidente como um dos fatores que levaram a decisão para o segundo turno.
 Irretocável, neste aspecto, o artigo de Eliane Catanhede na FSP de 24.10 :
 “Bastou a eleição de Dilma ser dada como certa no primeiro turno, e lá foi Lula, vermelho, com ar de ódio, xingar a imprensa e conclamar o extermínio de adversários. Bastaram as pesquisas prevendo a vitória no segundo turno, e lá foi Lula, vermelho, com ar de ódio, acusar Serra de encenar ‘uma farsa’, uma ‘mentira descarada’. Duplo erro: tentou transformar a vítima em réu e estimulou a militância petista a cair de pau”.
 Se Dilma Rousseff e seus marqueteiros quiserem então saber o motivo do acirramento que o país está vivendo, a resposta é simples. Chama-se Lula.
 Admitamos, entretanto, que os desmandos verbais e comportamentais do presidente não são o único motivo. Há outros.
 Subjacente ao lulismo, existe o petismo. E perderá tempo quem tentar compreender a mentalidade petista sem se deter no fenômeno do ressentimento.
 Antes que os meus leitores petistas se exaltem : eu não estou dizendo que todo petista seja um ressentido, seja no sentido pessoal, seja no social. Todo petista, não, embora me pareça que, desde os primórdios, o PT atraiu muitos militantes ressentidos, ou mais ressentidos que a média da sociedade, sei lá.
 Mais importante, porém, é que o PT criou um vocabulário e um fabulário (uma pseudo-história, uma pseudo-sociologia…) que até parecem cortados sob medida para a articular certos ressentimentos que existem difusos na sociedade. A “zelite”, por exemplo, tem funcionado como senha, palavra de ordem e toque de avançar. Que o diga a autora da mensagem que citei lá em cima.
 Alguns amigos petistas ficam muito bravos quando eu lhes falo do ranço totalitário que o PT traz embutido desde a sua mais tenra infância. “Mas afinal - me interpelam -, o Brasil não se caracteriza ao longo de toda a sua história e ainda hoje por uma terrível desigualdade de renda, de oportunidade, o escambau ?” É claro que sim. Eu precisaria ser muito ignorante ou alienado para negar tal afirmação, ainda mais nesse nível de generalidade.
 O que esses amigos não compreendem é que muitos dos piores ditadores  compartilharam em algum momento um sentimento de repulsa em relação à desigualdade social.
 Se nobres intenções bastassem, as soluções que buscamos estariam ao alcance da mão. Mas não bastam, e não raro até preparam o local onde a serpente põe seus ovos.
Mais cedo ou mais tarde – como escreveu Ingmar Bergman – “através das finas membranas, poderemos discernir o réptil já perfeitamente concebido”. Oxalá não seja tarde demais.

Identificados os agressores de José Serra

Bom, dois dos criminosos que agrediram José Serra, que tentaram impedí-lo de caminhar e divulgar suas idéias, foram identificados por Lúcio Neto, ontem.
São amigos (próximos como se vê) do rei.

É muito triste ver o que esse senhor - como bem posto na Veja dessa semana -, militante petista que está na Presidência da República, está fazendo com o nosso País...

Veja aqui, com fotos.

Transição com ou sem sangue?

A questão foi bem levantada ontem no Twitter por Roberto Jefferson e abordada com maestria pelo Arthur, do Fila da Sopa


Imaginem essa turma petista perdendo a eleição. Vai entregar os cargos sem derramar sangue?

O desenrolar dos acontecimentos nos remete para esta forte probabilidade: de que o Lulopetismo não entregue o poder — caso perca as eleições —, sem antes causar um verdadeiro caos. Considerem seriamente as perturbações graves na vida do país: paralisações extremadas nos serviços essenciais; invasões, em massa, de locais públicos, terras e propriedades; hordas ensandecidas promovendo verdadeira caça às bruxas pelas ruas; motins generalizados nas prisões; cortes de energia, de água, etc. Delírio?



A postura hostil de Lula da Silva e de seu partido nos faz considerar seriamente tal possibilidade. Suas ações sinalizam, claramente, que o processo eleitoral tornou-se uma pedra no caminho, e que eles estão dispostos a reduzir em frangalhos as regras do jogo democrático.

As infrações cometidas por Lula da Silva, suas impertinências, o método sujo e desleal da campanha petista, em total desrespeito às leis, estão alcançando níveis inimagináveis. Pior: com a cumplicidade do Tribunal Eleitoral, que deveria estar agindo em defesa da lisura do processo eleitoral. Como não pensar que já estamos presos a um engodo?

As lambanças de corrupção cometidas no governo emergem, dia após dia, sem nos dar descanso, e ainda assim eles continuam empregando seus métodos sujos, tripudiando, sem que nada nem ninguém dê um basta à tamanha afronta.

As estatais estão completamente prejudicadas pelo aparelhamento e pela servidão à eleição da candidata petista; não só perderam seu valor de mercado, como também a capacidade de atender aos brasileiros. Vide os Correios - o pior ainda está por vir.

Até mesmo aquilo que faltava já não falta mais: as milícias petistas que, a exemplo das chavistas, saem armadas com paus e pedras pelas ruas arremetendo contra os adversários políticos.

Ora, não precisamos queimar neurônios para enxergar o que está na cara: se a postura truculenta de Lula da Silva foi um dos motivos que prejudicou sua candidata, no primeiro turno, o que estaria levando a quadrilha a aumentar ainda mais a dose de virulência? Eles alardearam, sem receio, a incorporação à campanha de Dilma, dos exércitos de pelegos e de invasores que, sabidamente, são odiados pela população; Mandaram a PF invadir uma gráfica e tomar o material da Igreja; Prenderam um cidadão, por estar distribuindo um panfleto na rua; Demitiram um jornalista que ousou expressar sua opinião; Processaram sacerdotes porque falaram contra o aborto; Agrediram fisicamente o candidato José Serra em plena rua; Sustentam a divulgação de pesquisas sabidamente mentirosas, escarnecendo da opinião pública; Orientaram a implantação da censura de imprensa no CE - o temido PNDH3. E por aí vai. Isto tudo nos últimos dias

Percebam como eles aumentaram a dose do veneno, mesmo sob o risco de matar o paciente. Que partido, em sã consciência, lançaria mão de atitudes tão autoritárias às portas das eleições? ,se estivesse realmente disposto a aceitar e a respeitar os resultados urnas?

O que parece é que Lula da Silva não considera a possibilidade de largar o osso. Uma postura que, diga-se, foi contestada nas urnas, no primeiro turno e, que, agora, ele sinaliza com total veemência que não está disposto a aceitar um "não", novamente.

Eu pergunto: as Igrejas, os padres, estão fazendo sua parte, arriscando o pescoço ao instruir os fiéis a despeito dos perigos que rondam. E o EB está fazendo o quê? Estará, pelo menos, aposto para garantir o que pode vir? Por Arthur

E a PF (polícia de lula) vai prosseguir com as investigações?

Merval Pereira, no Globo, Extraído do Pitacos: política brasileira em foco.

Não satisfeito de ter transgredido todas as normas legais relativas à campanha eleitoral no afã de eleger a candidata que tirou da cartola, o presidente Lula na reta final da eleição perdeu qualquer vislumbre de constrangimento que porventura ainda tivesse e passou a fazer campanha política 24 horas por dia, antes, durante e depois do expediente oficial de presidente da República, em todas as dependências oficiais do governo.

E participou diretamente nos dois últimos dias de duas das mais vergonhosas tentativas de farsas políticas da história recente do país.

Ontem, ele se despiu dos rigores do cargo e assumiu o papel do cabo eleitoral mais energúmeno que possa haver.

(Antes que algum petista desavisado ache que estou xingando Sua Excelência, devo esclarecer que utilizo o termo energúmeno no sentido de "fanático". A palavra parece um palavrão, mas não é).

Na coluna de ontem, escrevi que Serra fora atingido por um "artefato" e houve petistas exaltados que vissem no termo um sentido alarmante que ele não tem. Usa-se a palavra para definir "qualquer objeto manufaturado". Como não sabia o que havia atingido o candidato tucano, usei a palavra. E acertei, como veremos.

Voltando ao caso, o cabo eleitoral Lula da Silva disse que a agressão sofrida por Serra era uma "mentira descarada".

Segundo ele, depois de ver imagens das redes Record e SBT, ficou convencido de que Serra fora atingido por uma bolinha de papel e seguiu caminhando por mais 20 minutos, quando recebeu um telefonema "de algum assessor da publicidade da campanha que sugeriu parar de caminhar e pôr a mão na cabeça para criar um factoide".

Para encerrar o festival de irresponsabilidades, Lula comparou o caso ao do goleiro chileno Rojas, que fingiu ter sido atingido por um rojão num jogo contra o Brasil.

Ontem, o Jornal Nacional demonstrou, com o auxílio de um perito, que quem criou um factoide com claros objetivos políticos foram as reportagens que montaram dois momentos diferentes como se fossem uma sequência, tentando desqualificar o que foi uma atitude política digna dos regimes fascistas.

Serra foi atingido, sim, por uma bobina de papel crepe (o tal "artefato") que, arremessado com força, pode provocar danos graves na pessoa atingida.

A agressividade dos cabos eleitorais petistas em si mesma já era motivo para preocupação, pois em democracias não é aceitável que grupos tentem impedir outros de se manifestar.

Desse ponto de vista, é lamentável o que ocorreu ontem em Curitiba, quando a candidata oficial foi recebida com bolas de água jogadas de cima de prédios. Se atingissem alguém, elas seriam tão perigosas quanto o "artefato" que atingiu Serra.

O que não é comparável é a origem dos dois fatos. O primeiro foi uma ação política orquestrada com a intenção de agredir o candidato oposicionista. A outra é uma irresponsabilidade.

Na quarta-feira, Lula havia anunciado para os jornalistas a conclusão de um inquérito que a Polícia Federal realizou sobre a quebra de sigilo fiscal de parentes e pessoas ligadas ao candidato da oposição José Serra.

O próprio presidente, depois de ter tentado desqualificar as denúncias sugerindo que se tratava de uma ação eleitoreira de Serra, viu-se obrigado a convocar a Polícia Federal para investigar o caso.

Soube em primeira mão o resultado do inquérito e pareceu satisfeito, tanto que anunciou aos jornalistas, sem que fosse perguntado, que a Polícia Federal iria revelar "a verdade dos fatos", que nada tinha a ver com "as versões".

De fato, a Polícia Federal retirou todo caráter político da investigação, e anunciou que o responsável pela compra dos sigilos quebrados era o jornalista Amaury Ribeiro Junior quando ainda trabalhava no jornal "Estado de Minas".

O PT passou então a espalhar a versão de que se tratava de uma briga interna dos tucanos, e que o serviço sujo fora feito para ajudar Aécio Neves na disputa interna com Serra pela indicação a candidato do partido a presidente.

A suposição era de que o jornal "Estado de Minas" mantinha estreita ligação com Aécio e designara seu repórter investigativo para devassar a vida de seu adversário.

O próprio Amaury Ribeiro Junior disse que fizera os levantamentos "para proteger Aécio", mas em nenhum momento afirmou que fora designado pelo jornal para tal tarefa, apenas insinuava o vínculo.

Não bastou que o jornal e Aécio desmentissem essa hipótese, a rede de intrigas petista passou a anunciar como verdade o "fogo amigo" tucano como gerador da quebra dos sigilos fiscais.

Pois ontem a verdade veio à tona: o jornalista não estava mais trabalhando para o "Estado de Minas" quando encomendou a quebra de sigilo dos parentes de Serra e de pessoas ligadas a ele no PSDB, e agora acusa o petista Rui Falcão, coordenador da campanha de Dilma, de ter roubado os dados de seu computador.

Esses dados, juntamente com a informação de que havia sido criado um grupo de espionagem dentro da campanha, foram vazados para a imprensa em decorrência de uma disputa de poder entre Fernando Pimentel, responsável pela contratação dessa equipe de "jornalistas investigativos" para trabalhar no "setor de inteligência" da campanha, e Rui Falcão.

Agora a Polícia Federal tem a obrigação de prosseguir nas investigações para saber quem financiou o jornalista Amaury Ribeiro Junior desde a compra dos sigilos até que surgisse oficialmente como membro da campanha dilmista no tal "setor de inteligência".

Do jeito que as coisas ficaram, a sensação é de que a Polícia Federal foi usada pelo governo para revelar, às vésperas do segundo turno da eleição, apenas informações que prejudicassem o campo oposicionista.

A nota indignada do diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, repudiando o uso político das investigações, só pode ser considerada se a atitude da Polícia Federal corresponder a ela, o que não aconteceu até agora.

O grande valentão

O grande valentão, que figurou ontem nos Trends Topics do Twitter como #lulamente, pego na mentira em rede nacional, foge da raia. Isso sim é hombridade!

Ao contrário de ocasiões anteriores, quando deu declarações à imprensa para criticar a campanha do candidato à Presidência José Serra (PSDB), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não quis falar nesta sexta-feira, 22, com os jornalistas depois de participar de cerimônia comemorativa do Dia do Aviador, na Base Aérea de Brasília. Perguntado se teria se precipitado ao afirmar que Serra teria sido atingido na quarta-feira, 20, por uma bolinha de papel, Lula sorriu, acenou e foi embora. 

Caráter?

Não podia deixar de registrar a Opinião do Estadão de hoje. 
É mesmo uma questão de caráter. Ou se tem ou se não tem.
Nós, brasileiros de bem, devidamente esclarecidos, sabemos a resposta.

Na reta final do segundo turno da eleição presidencial a baixaria se generaliza. É impossível determinar até que ponto o lamentável rebaixamento do nível do que deveria ser um debate político esclarecedor deve-se à ação direta dos comandos das campanhas. 

Certamente, boa parte dessa guerra suja pode ser debitada à iniciativa irresponsável de militantes extremamente agressivos, de ambos os lados, que, principalmente pela internet, lançam mão das mais torpes mentiras para atacar os adversários. Mas há também o horário gratuito na mídia eletrônica, que nos últimos dias vem sendo usado cada vez mais para veicular ataques e acusações. E assim, tudo considerado, não há como eximir de culpa os responsáveis pela condução das campanhas. É tudo muito lamentável e a constatação a que se acaba chegando, com benevolência, é a de que este é, infelizmente, o tributo que se paga à imaturidade política e à fragilidade dos valores democráticos da sociedade brasileira - problemas que muitos julgavam já superados. Somos, portanto, todos responsáveis.

A responsabilidade, porém, deve ser atribuída com peso proporcional à importância de cada um dos atores da cena política. E é aí que assoma o triste papel que vem desempenhando - na verdade, desde sempre - o presidente da República. Lula, que é, reconhecidamente, quem dá o tom da campanha da candidata do PT, não hesita em partir para a agressão sempre que se vê contrariado. E não mede palavras quando parte para o ataque. Nada mais natural, portanto, que seu exemplo de agressividade seja seguido pelos militantes petistas. Até com agressão física, como a que ocorreu em Campo Grande, no Rio de Janeiro, contra o candidato tucano José Serra. 

Depois do susto do primeiro turno, o homem que se considera o inventor do Brasil resolveu partir para o tudo ou nada contra aqueles que elegeu como seus principais inimigos: a oposição e a imprensa. Na verdade, ele gosta de achar que uma e outra são a mesma coisa, mas isso faz parte da tática de confundir para dominar. 

Na entrega dos prêmios "As empresas mais admiradas do Brasil", ao qual compareceu a convite da revista semanal promotora do evento, Lula pontificou: "Enquanto a classe política não perder o medo da imprensa, a gente não vai ter liberdade de imprensa neste país. A covardia é muito grande." Pouco lisonjeiro para a "classe política", certamente. Mas qual será o significado real dessa exortação? Mais uma ameaça à imprensa que não lhe rende loas? De fato, Lula tem uma visão muito peculiar de qual deva ser o papel dos veículos de comunicação. Foto e exaltação a Dilma Rousseff na capa do jornal da CUT pode. Crítica ao PT na capa da revista Veja é "acinte à democracia e uma hipocrisia". A indignação do presidente parece resultar de que boa parte dos jornais, revistas, rádios e televisões se nega a atender ao pouco que ele pede: "A única coisa que quero que digam é a verdade. Sejam contra ou a favor, mas digam a verdade." Mas, quando cada um tem a sua própria verdade, Lula quer que fiquemos sempre com a dele. 

Por exemplo, em comício realizado dias atrás em Goiânia, ao lado de sua escolhida para governar o Brasil, Lula ensinou: "Política a gente não pode fazer com ódio, com agressão. Ninguém aguenta mentira. Não tem nada pior do que um político mau caráter, alguém que não colocou um trilho na ferrovia dizer que ele fez a ferrovia", disse, referindo-se ao candidato ao governo de Goiás Marconi Perillo.

Claro que não se dá conta de que, partindo para a xingação pura e simples, está liberando os seus "balilas" do Rio de Janeiro para a agressão física. Em caso algum se pode admitir que um presidente da República insulte adversários políticos do alto de um palanque eleitoral. No caso de Lula, porém, a coisa é mais grave, considerando-se que se cercando das companhias de que se cercou para constituir maioria no Congresso, que autoridade moral tem para acusar alguém de mau-caratismo? 

Como cidadão, Luiz Inácio Lula da Silva tem o direito de tomar partido no processo de sua sucessão - até inventando, como fez, a candidata. Como presidente, tem o dever de se comportar com a dignidade e a moderação que seu cargo exige. Não faz isso, por uma questão de caráter.

Séria advertência do Coronel!!

Atenção PSDB!!

Está sendo planejado, dentro da Campanha de Dilma Rousseff, uma "agressão" à candidata ou ao presidente da República. A armação é gravíssima. É importante que o PSDB e os veículos de comunicação sérios estejam atentos. Há um plano em andamento para gerar um factóide que decida a eleição. Chegou a hora de chamar observadores internacionais e de fazer uma denúncia pública antes que isto venha a acontecer.Com a PF aparelhada e o TSE em dormindo em berço esplêndido, com 90% da imprensa vendida, chamem o New York Times, chamem logo uma coletiva com veículos internacionais! Chamem organizações de direitos humanos! Chamem Jimmy Carter!

Poema DA MENTE

Lembrando..#lulamente

(Affonso Romano de Sant`Anna)


 Há um presidente que mente,
Mente de corpo e alma, completa / mente.
E mente de maneira tão pungente
Que a gente acha que ele, mente sincera / mente,
Mas que mente, sobretudo, impune / mente …
Indecente / mente.
E mente tão nacional / mente,
Que acha que mentindo história afora,
Vai nos enganar eterna / mente.

Nota oficial do PSDB sobre quebra de sigilo na Receita Federal

"O Brasil assiste atônito à mais grave evidência de uso político e partidário das instituições do Estado, agravada pela manipulação de documentos oficiais sob responsabilidade direta do Poder Público.
Primeiro, o presidente da República anuncia ao País que a Polícia Federal se pronunciará sobre a investigação a respeito da quebra do sigilo fiscal de integrantes do PSDB, numa demonstração explícita de que o conteúdo do posicionamento de uma investigação policial, que se pretendia isenta e sigilosa, seria favorável ao seu partido, o PT.
O Brasil então quer saber:
Se o assunto é tão relevante a ponto de merecer a participação direta do presidente da República, por que a Polícia Federal não divulgou a íntegra dos depoimentos?
A resposta é simples. A leitura dos depoimentos joga por terra toda a farsa montada pelo PT para esconder as vergonhosas e inaceitáveis ações que ocorreram verdadeiramente dentro do comitê da campanha da candidata Dilma Rousseff, em Brasília.
Nas últimas 24 horas o PT, o presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff usaram de todos os meios para dizer aos brasileiros que a criminosa ação de venda e de vazamento de dados sigilosos da Receita Federal ocorreu a partir de uma disputa interna do PSDB entre José Serra e Aécio Neves. Disseram isso publicamente a jornalistas e aos eleitores brasileiros.
A candidata Dilma Rousseff afirmou literalmente que o jornalista sob investigação, Amaury Ribeiro Júnior, em seu depoimento à Polícia Federal, teria declarado “que fez o trabalho dentro de um conflito entre dois candidatos à presidência dos tucanos”. Dilma avalizou perante o País inteiro a versão de que o vazamento de dados fiscais da família de José Serra foi uma iniciativa com o objetivo de proteger o governador Aécio Neves contra dossiês feitos por pessoas ligadas ao governador Serra.
A leitura do depoimento prestado pelo jornalista à Polícia Federal, no entanto, revela exatamente o contrário e joga por terra a tentativa do PT de fraudar a verdade: em nenhum momento o jornalista disse ter feito qualquer investigação com o objetivo de proteger o governador de Minas de ações de pessoas ligadas ao governador Serra.
O depoimento é inequívoco ao mostrar as digitais dos responsáveis por negociações e estratégias inaceitáveis num processo de disputa eleitoral de um País democrático. Os nomes estão declarados pelo jornalista e não são de tucanos, e sim do PT.
O depoimento do jornalista Amaury Ribeiro Júnior traz revelações importantes e necessárias para conhecimento e reflexão dos eleitores brasileiros. São elas:
1- O jornalista diz textualmente que houve pelo menos duas reuniões de integrantes do comitê da campanha de Dilma Rousseff, com data, hora e endereços identificados em Brasília, com o objetivo de contratar serviços de espionagem contra José Serra.
2- Que o comitê da candidata Dilma analisou propostas financeiras feitas para contratação de serviços de espionagem contra integrantes do próprio PT e contra integrantes do PSDB.
3- Que havia uma disputa interna por poder entre dirigentes do PT dentro do comitê da candidata em Brasília.
4- E, por fim, o jornalista atribui claramente a Rui Falcão, do PT, o vazamento dos dados fiscais obtidos por ele.
O depoimento do jornalista revela mais:
Que a obtenção dos dados fiscais ocorreu no final de setembro em data na qual Amaury Ribeiro Júnior, não trabalhava mais para o jornal Estado de Minas. Documentos da empresa mostram que o jornalista encontrava-se em férias, tendo voltado em 14 de outubro para pedir demissão.
Que enquanto trabalhava no jornal, suas despesas eram custeadas pela empresa e, durante o período das férias, suas despesas passaram a ser custeadas por pessoas. Quem pagava as despesas de Amaury? Por que ele sempre passava por Brasília antes de seguir para São Paulo, conforme demonstra a investigação?
As perguntas que o País quer ver respondidas são de quem era o dinheiro que despachante Dirceu Rodrigues Garcia disse à Polícia Federal ter recebido em sua conta corrente em agosto deste ano?
O presidente da República e Dilma Rousseff devem ainda explicar ao País quem autorizou a integrantes do comitê da candidata a fazer negociações de contratos para espionagem e que envolveriam até a contratação de transporte de dinheiro de Caixa 2, conforme afirmou o jornalista em seu depoimento à Polícia Federal.
Todos, incluindo o PSDB, esperam os esclarecimentos que se fazem necessários e urgentes ao País.
Senador Sérgio Guerra
Presidente Nacional do PSDB
Brasília, 21 de outubro de 2010."
 
E ninguém me tira da cabeça que o lamentável episódio de ontem, a agressão a José Serra, que nos envergonhou perante o mundo inteiro, foi proposital, para desviar as atenções desse caso de mais um evidente aparelhamento do Estado em favor de um partido que (ainda e não por muito tempo) está no poder.

Nada de impeachment. Interdição já!!

Se dúvidas existiam, ainda, quanto à sanidade mental de Lula, elas acabam aqui.
Vejam que o presidente, que até ontem poderia ser um "caso para impeachment" (razões, inúmeras delas, não faltam), hoje, indiscutivelmente, se trata de "caso para interdição":

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou de "farsa" e "mentira descarada" a alegação de agressão contra o candidato José Serra (PSDB) e afirmou que o presidenciável tucano deve pedir desculpas ao povo se tiver "um minuto de bom senso".
Citando notícias veiculadas pelas redes de TV Record e SBT, Lula disse que Serra protagonizou uma farsa ao dizer que foi agredido por militantes petistas no Rio de Janeiro.
"A mentira que foi produzida ontem pela equipe de publicidade do candidato José Serra é uma coisa vergonhosa. Ontem deveria ser conhecido como dia da farsa, dia da mentira", disse Lula, após inaugurar um estaleiro em Rio Grande (RS).
Lula também comparou Serra ao goleiro chileno Rojas, que fingiu ter sido atingido por um foguete no Maracanã, durante as eliminatórias para a Copa do Mundo de 1990.
"Primeiro bateu uma bola de papel na cabeça do candidato, ele nem deu toque para a bola, olhou para o chão e continuou andando. Vinte minutos depois esse cidadão recebe um telefonema, deve ser o diretor de produção dele que orientou que ele tinha que criar um factoide, deve ter lembrado do jogo do Chile com o Brasil", disse Lula.
O presidente disse que chegou a discutir com aliados políticos a necessidade de telefonar a Serra para se solidarizar pela agressão --mas desistiu da ideia, segundo ele, ao ver o noticiário dos canais de televisão.
"Espero que o candidato tenha um minuto de bom senso e peça desculpas ao povo brasileiro pela mentira descarada."

O ódio e a mentira se juntam no palanque

Não posso deixar de reproduzir esse artigo de Augusto Nunes.
Vem exatamente ao encontro do que disse abaixo, sobre a falta que faz um Ministério Público que funcione.
Não tem segredo, por mais que esse pessoal que "está governante" não preste - e não prestam, mesmo -, se o Ministério Público e o Poder Judiciário trabalhassem e trabalhassem direito, não estaríamos no pé em que estamos. #prontofalei. 

“Politica a gente não pode fazer com ódio, com agressão, mas ninguém aguenta mentira!”, mentiu no falatório desta terça-feira o palanqueiro que trocou a Presidência da República para assumir o comando de uma facção ─ e agredir com singular virulência todos os que ousam divergir da palavra do Mestre. O alvo imediato da discurseira foi o ex-governador Marconi Perillo, candidato a mais um mandato pelo PSDB. Mas ondas de ódio se propagam na velocidade do som, confirmou nesta tarde o ataque boçal de milícias do PT à passeata de José Serra no Rio.
“Uma coisa que a gente aprende no berço, na relação familiar, é a questão de caráter, de respeito!”, continuou o berreiro em Goiânia. “Não tem nada pior que um politico sem caráter algum, que não colocou um trilho na Ferrovia Norte-Sul, dizer que ele que fez a ferrovia!”. Lula gosta de falar perigosamente: Perillo deveria ser o último nome na lista das vítimas do animador de comícios.
Na improvável hipótese de que tenha reivindicado a execução de uma obra federal, o acusador continuaria em débito com o acusado. Em 2003, como atesta o vídeo, o ex-governador propôs a Lula a criação do Bolsa Família, cuja paternidade seria roubada pelo beneficiário da ideia. Em 2005, foi o mesmo Perillo quem sugeriu ao presidente que procurasse informar-se sobre uma nova modalidade de bandidagem em curso no Congresso. Fora batizada de “mensalão”.
O tom colérico da voz, o rosto crispado, o cortejo de insultos, o desfile de bazófias e bravatas ─ a soma de sinais inconfundíveis gritou que Lula apareceu em Goiás nem tanto para reeleger-se com o nome de Dilma Rousseff, ou para anabolizar a candidatura cada vez mais anêmica do companheiro Iris Rezende, mas para impedir a vitória de Perillo. Se o PSDB perder a eleição, o ressentido incurável terá matado simultaneamente o mensageiro de más notícias e o real criador do Bolsa Família.
Para tanto, Lula não reluta em assassinar a verdade e o próprio passado. A obra cuja autoria reclama aos berros é a mesma em que o oposicionista do século passado enxergou um monumento à corrupção. Em 6 de setembro de 1987, num comício em Aracaju, o deputado federal Luiz Inácio Lula da Silva, presidente nacional do PT, disse o que pensava da Ferrovia Norte-Sul e do presidente José Sarney, que a concebera:
“Ademar de Barros e Paulo Maluf poderiam ser ladrão, mas eles são trombadinhas perto do grande ladrão que é o governante da nova República, perto dos assaltos que se faz”, garantiu o candidato crônico. “O presidente da República ao invés de fazer açude, ao invés de fazer cacimba, ao invés de fazer poço artesiano ou fazer irrigação no Nordeste, vai gastar 2 bilhões e meio de dólares pra construir uma ferrovia, Norte-Sul, ligando a casa dele no Maranhão até a casa dele em Brasília”. A “ferrovia do Sarney” hoje é a Ferrovia do Lula. Não é falta de memória. O que sempre faltou é vergonha.
Nesta quarta-feira, o ataque físico a José Serra confirma que, agora mais do que nunca, falta polícia, falta Ministério Público e falta Poder Judiciário.

Alô, PSDB!! Quero ver esse vídeo no ar!!



Os melhores 64 segundos do ano eleitoral

Augusto Nunes

O vídeo é muito mais revelador que 100 debates eleitorais, 200 discurseiras de Lula, 300 falatórios de Dilma Rousseff ou 500 comícios do PT. Em 64 segundos, comprova que o padrinho furta façanhas produzidas pelo antecessor, reitera que a afilhada mente, lembra que o partido dos dois sempre apostou no quanto pior, melhor e escancara a superioridade intelectual e política de Fernando Henrique Cardoso sobre a dupla de estrelas do palanque governista.
“O PT tem uma avaliação de que esse plano econômico é um estelionato eleitoral”, diz Lula aos companheiros e repete numa entrevista em meados de 1994, quando o Plano Real foi lançado. Em seguida, aparece ao lado de FHC em junho de 1994, minutos antes do começo do debate com o candidato do PSDB, em ascensão nas pesquisas graças ao triunfo sobre a inflação.
“Quando o Collor fez o programa dele, imediatamente o povo dava 90% de aceitação do Collor”, inventa o espancador compulsivo do gramática e da verdade. Também por ter decretado o confisco da poupança, o farsante que hoje é amigo de infância de Lula foi sempre um campeão de impopularidade. “É preciso ver no longo prazo se a economia brasileira resiste”, prossegue a lengalenga.
“Estou convencido de que a economia resiste, porque esse plano foi feito com cuidado”, replica FHC. “Com muita objeção do PT e do PDT, mas vamos fazer”. Estava coberto de razão, reconhece Dilma Rousseff no fecho perfeito do vídeo: “Acho que, sem sombra de dúvida, a estabilidade do Real foi uma conquista do governo Fernando Henrique Cardoso”, ouve-se admitindo no auditório da Folha a candidata que agora jura que teve de ajudar o chefe na reconstrução do país que herdaram “em petição de miséria”.
A aparição conjunta dos presidentes explica por que o SuperLula sai em desabalada carreira quando alguém sugere um debate com sua kriptonita verde. E a sequência de cenas desenha para a oposição o mapa da vitória nas urnas. Serra deve perguntar a Dilma o que acha do Plano Real. E repetir o que  a criatura e o criador nos melhores 64 segundos do ano eleitoral.

Erenice, um poço até aqui de mágoas...

Interessante. Da Comunidade Gente Decente.

Se cutucar ela fala.

Algumas frases ditas para dois companheiros de mesa e que já chegaram aos ouvidos ( sem pontos eletrônicos ) de dona Joana Dark:

"O LuLa e a Dilma, sabiam tudo o que eu fazia na Casa civil. Não sei por que tanto espanto."

"Ela me traiu. Antes, eu era de inteira confiança. Agora diz que sou apenas uma ex-assessora. Nem leva em consideração toda a grana que levantei para a campanha dela."

" Se todas as sujeiras que participei a mando dela, saírem, ela cai do salto."

"Antes, eu só recebia parabéns e abracinhos. Agora me tratam como se somente eu fosse bandida."

"Meus filhos ganharam grana sim. Mas foram só eles? E os outros?"

"Eu não tenho nada a ver com o "Vlad". Ele é do relacionamento dela. Só fiz o que me pediram."

CENÁRIO: Famoso restaurante de Brasília.
Numa mesa, 3 pessoas.
Noutra, um celular indiscreto.

O pipoqueiro do Palácio


E por falar em Lula, diversos petistas de alto coturno divulgaram mensagens no Twitter e a jornalistas afirmando que o presidente não aceita o convite do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, para um debate público sobre política, governos e Brasil. Que coisa feia, o presidente amarelou. Logo ele, que é o João Valentão nos comícios Brasil afora, que enche a boca pra falar mal de Deus e o diabo, na hora que FHC o chama para um duelo, prefere pipocar. O curioso é que no mesmo dia em que recusava o encontro com FH, Lula afirmava em um palanque que Serra não possui "caráter nem hombridade". E a sua hombridade, presidente, como fica diante dessa fuga ao duelo com Fernando Henrique?

No limite da irresponsabilidade
Além de tudo que já aprontou nos últimos tempos para eleger sua candidata, o presidente Lula deu um exemplo, nesta sexta-feira, de até onde está disposto a ir para impedir a vitória de Serra. De acordo com O Globo deste sábado, o presidente despistou imprensa e turistas que estavam na frente do Palácio do Alvorada ao sair em um carro com chapa fria para o estúdio em que o PT grava o programa de Dilma, em pleno horário de trabalho, além de ter deixado hasteada a bandeira que indica sua presença na residência oficial. Lula sabe que a Justiça Eleitoral não lhe incomodará nas próximas duas semanas, e se sente livre para rasgar a Constituição e agir como bem lhe aprouver. Mas os livros de história não o perdoarão.

blogdojefferson 
 
Do excelente Arthur, do Fila da Sopa