Falo por mim: concordo integralmente com o Coronel.
1. "deputados e senadores tucanos devem fazer oposição sem enfeites, com enfrentamento de linhas duras e retas"
2. "o partido não deve dobrar a espinha para Aécio Neves"
3. "não sejam "generosos" com Aécio Neves. Alguns milhões de eleitores, contando com a memória viva da blogosfera e das redes sociais, não serão "generosos" com os fracos e os traidores."
Leia a íntegra no Coturno Noturno.
E lembro que afora os 44 milhões de brasileiros que votaram contra o governo que aí está, existem mais de 29 milhões de eleitores que não votaram. Não falta espaço. Já passou da hora de irem atrás dele...
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Algumas ponderações pós-eleições
Por tudo que consta nesse blog, acho que ninguém tem dúvida que, dentre os candidatos à Presidência da República do Brasil que se apresentaram para ocupar o cargo, eu havia escolhido José Serra.
Dentro de minhas inúmeras limitações de tempo e dinheiro e das limitações próprias, decorrentes do fato de ser ninguém, apenas (mais) um cidadão insatisfeito com os rumos que vêm dando a meu País, acredito ter feito o que estava ao meu alcance para que esse candidato fosse o eleito. Não foi.
Com a cabeça um pouco mais fria, ponderando sobre todo o havido nessas eleições presidenciais de 2010 e sobre os comentários que tenho lido de analistas políticos, blogueiros, dos próprios políticos, algumas lições começam a ser delineadas, algumas conclusões já podem ser tiradas.
A primeira e a mais evidente a meu ver é que não tivemos oposição nos últimos 8 anos. Essa falta de oposição efetiva é a primeira grande razão para que Lula tivesse crescido tanto aos olhos do povo (ainda que não acredite na popularidade que as pesquisas apontam – e não acredito mesmo -, sei que ela é muito maior do que a que faria jus).
Essa falta de oposição é a grande responsável pelo quase endeusamento daquele que (ainda) está Presidente e permitiu a ele, com a complacência clara (diria cumplicidade quase criminosa) dos meios de comunicação em geral (salvo honrosas exceções) e daqueles que deveriam zelar pela aplicação das leis e Constituição Federal, ainda vigentes: Ministério Público, Poder Judiciário e Ordem dos Advogados do Brasil (não necessariamente nesta ordem) que atropelasse a legislação em vigor, achincalhasse as instituições, a democracia, a oposição e a nós, grande parte do povo brasileiro que não o aprova e para os quais ele assumidamente não governa: "a turma do contra".
Sem sombra de dúvidas, essa é, a meu ver, a principal razão da mantença do PT no Governo Federal. Se oposição houvesse sido feita no correr desses últimos anos – e não falo de oposição burra, sistemática, mas razões legítimas não faltaram para que se opusessem – o quadro de início da "corrida eleitoral" já seria outro.
Agora, não adianta passar 8 anos dizendo amém a todas as bobagens de Lula, não o desmentindo quando delirava afirmando aos quatro ventos que o Brasil antes dele não existia, entre outras coisas, e meses antes da disputa eleitoral (chegando ao absurdo de usar a imagem do próprio Lula em seu programa eleitoral) se apresentar como "oposição".
Oposição nesse País, como bem disse meu amigo Paschoal, O Copista, somos nós.
Assim sendo, considerando apenas esse aspecto, já vi como um milagre que Serra tenha passado para o segundo turno.
Em verdade, ele passou ao segundo turno com um quadro extremamente vantajoso para si: foram 47.651.434 de votos em Dilma, pela "continuidade", e 53.938.719 de votos que, pelas mais diferentes razões, não queriam a tal continuidade. E ele não soube aproveitar o recado.
O segundo fator determinante foi a presença incômoda, ilegal, inconstitucional, agressiva, daquele que deveria estar na Presidência da República. E todos se calaram. Ninguém, nenhuma das instituições brasileiras foi capaz de tomar uma atitude efetiva para colocar aquele senhor em seu devido lugar, deixando claro para ele – e para o resto da Nação – que Presidente da República não pode sair falando qualquer asneira que lhe passe pela cabeça, que, no cargo que ocupa, não há "horário de expediente". Ele o é (ou deve sê-lo) em período integral. Mas nós, povo, anônimos, ficamos "entregues" pela absurda inação das instituições.
E aqui vem uma crítica a um artigo do Ricardo Setti, no qual ele afirma que Dilma ganhou as eleições limpamente. Não ganhou:
Não foi limpo, legal, nem digno, o comportamento de Lula.
Não foi limpo, legal, nem digno, esconderem em um cofre a biografia da então candidata, da população.
Não foi limpo, legal, nem digno, usar dinheiro e máquinas públicos, para fazer propaganda.
Não foi limpo, legal, nem digno, o recolhimento dos panfletos encomendados pela Diocese de Guarulhos (como, aliás, agora, após as eleições, informa a Procuradoria Geral Eleitoral, vejam no Reinaldo Azevedo).
Não foi limpa, legal, nem digna, a condução das "investigações" pela Polícia de Lula (antiga Polícia Federal) sobre a quebra de sigilo bancário ou sobre a corrupção que campeou a Casa Civil.
Poderia arrolar aqui inúmeras, mais inúmeras outras sujeiras, ilegalidades e indignidades. Espero voltar, ainda a esse assunto, que não complemento no momento por absoluta falta de tempo.
Então, Ricardo Setti, não me venha dizer que as eleições foram ganhas limpamente. Não foram. Foram uma vergonha para a Nação (decente e esclarecida).
Quero salientar que, apesar de ter tudo isso muito claro, não estou pregando, nem jamais pregaria, qualquer tipo de "golpe" contra as eleições realizadas e reconhecidas como legítimas.
Defendo a estabilidade das relações. Não defenderia, jamais, algo que abalasse tal estabilidade.
Defendo a lei. Defendo a Constituição Federal. Estas, já foram (e muito) feridas. Espero que tenhamos aprendido e não deixemos que essa vergonha torne a acontecer.
Um terceiro fator - e parece claro para maioria dos oposicionistas – foi a falta de engajamento, de comprometimento, do Senador Aécio Neves. Ele, por si, não seria, quem sabe determinante. Mas poderia ter colaborado muito mais, se empenhado muito mais. Mas ele não teve interesse.
Quanto a ele, sei que em futuro breve, colherá o que plantou (ou deixou de plantar) nessas eleições. Mas o PSDB deveria repensar a situação dele no partido. Deveriam aprender com o PT. Vejam que Fernando Pimentel está sendo hostilizado por ter "traído" a companheirada, por ter se associado justamente com Aécio...(leiam no Claudio Humberto). Não defendo, evidentemente, a hostilidade, mas lá no PT as coisas são muito bem definidas (no que estão absolutamente certos): ou estamos juntos ou não estamos. Não há espaço para se estar "meio junto".
E o quarto fator, acho que vocês devem estar de acordo, foi a propaganda eleitoral, excessivamente "light", considerando todo o acima exposto. A cada novo programa esperávamos algo um pouco mais duro, que Serra mostrasse um pouco mais de firmeza, de indignação... E ficamos a ver navios.
Por fim, aprendam a falar a língua do povo.
O eleitor tem mais facilidade – por incrível que possa parecer (a mim parece) – em entender o que a Dilma está tentando dizer, o que o Lula fala quando assassina a língua pátria, do que o que vocês dizem. É triste? Muito. Mas é a realidade.
Partidos de oposição, fica, então, esse recado: são, pelo menos, 43.711.388 de pessoas na oposição. E queremos oposição. Volto a frisar, não é oposição burra, sistemática, mas é tolerância zero mesmo.
Não deixem passar nada, absolutamente nada de errado. "Metam a boca no trombone" a cada irregularidade, a cada desvio de verba, a cada tentativa de censura.
Escutem a população que está insatisfeita. Procurem atendê-la. Como "turma do contra", já não temos ninguém por nós. Usem o espaço de que não dispomos e ajam efetivamente como oposição.
E comecem ontem.
Se for para fazer diferente, fica mais bonito que "joguem a toalha", desistam. Nós não desistiremos.
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Reinaldo Azevedo. Sábias palavras, que merecem registro
Mais uma vez: pouco importa o que digam as urnas, o fato é que o PT sempre teve uma candidata muito pior do que a sua propaganda, e o PSDB, uma propaganda muito pior do que o seu candidato.
Leia o artigo inteiro aqui.
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Quem sai menor desta eleição?
Não queria sair para votar antes de passar por aqui.
Sem jamais perder a oportunidade de calar a boca, Lula afirmou hoje que Serra sai menor desta eleição.
Mais uma de suas mentiras, de suas pataquadas. Ao contrário, Serra manteu o nível, a decência, o respeito às instituições mesmo quando atacado das formas mais baixas (e olhem que essa turma sabe jogar baixo...)
Quem sai menor desta eleição, sem sombra de dúvidas: a imprensa nacional (como regra, salvo raras e honrosas exceções), os institutos de pesquisas (sem exceção), o Poder Judiciário, o Ministério Público.
Quanto à Lula. Ele próprio não sai menor.
Ele nunca foi maior, nunca foi nada mais do que tem mostrado ser nos últimos tempos.
Só para frisar, duas frases extraídas da sempre excelente Dora Kramer em seu artigo de hoje:
Quem fez campanha ilegal por dois anos e transgrediu fora do limite de qualquer responsabilidade? Pois é.
Na regra limpa, no mano a mano, Dilma Rousseff teria chegado aonde chegou? Pois é.
Leia na íntegra aqui, no Estadão
A despeito de todas ilegalidades cometidas, de todas as baixezas possíveis, truculências, ameaças, quebras de sigilo, uso da máquina pública, jogo sujo, antidemocrático, aposto em Serra.
Em poucas horas, se Deus quiser, assim será. O fim de uma era que só empobreceu o Brasil, moralmente, institucionalmente, democraticamente. O fim de uma era.
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Caminhada Pró-Serra em São Paulo
Fica o registro da caminhada pró-Serra em São Paulo, hoje, 29.10.10.
Nas fotos (apanhadas pela internet), a ausência do vermelho é notada.
O vídeo abaixo a chamada de caminhada "contra a corrupção", que, de certa forma, dá no mesmo...
Fica só uma pergunta: alguém lembra de ter presenciado, em algum ato do PT, os manifestantes cantando o Hino Nacional Brasileiro?
Nas fotos (apanhadas pela internet), a ausência do vermelho é notada.
O vídeo abaixo a chamada de caminhada "contra a corrupção", que, de certa forma, dá no mesmo...
Fica só uma pergunta: alguém lembra de ter presenciado, em algum ato do PT, os manifestantes cantando o Hino Nacional Brasileiro?
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Vitória de Serra45, com projeções gráficas baseadas no Ibope
O mercado financeiro está distribuindo uma série de gráficos preparados por um macroeconomista do Banco Mundial, todos mostrando a vitória de José Serra (PSDB) sobre Dilma Rousseff (PT) em 31 de outubro próximo.
As projeções usadas nos gráficos levam em conta os mais recentes números do Ibope.
Não é à toa que bancos e corretoras estão montando posições nos mercados futuros de juros já levando em conta a posse de Serra em janeiro de 2011.
As projeções usadas nos gráficos levam em conta os mais recentes números do Ibope.
Não é à toa que bancos e corretoras estão montando posições nos mercados futuros de juros já levando em conta a posse de Serra em janeiro de 2011.
No Blog do Lúcio Neto, você lê a matéria e visualiza os gráficos. Aqui.
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Pesquisas de valor
Diferentemente das pesquisas eleitorais, já comprovadamente duvidosas, para se dizer o mínimo, seguem uma pesquisa e uma enquete ambas sérias, como se verá.
Índio da Costa registrou no TSE uma pesquisa encomendada ao Instituto GPP. Confira:
Por Reinaldo Azevedo
Por Reinaldo Azevedo
Joinville (SC):
São Luís (MA):
Porto Alegre (RS):
Manaus(AM):
Salvador (BA):
Campo Grande (MS):
Vitória (ES):
Belo Horizonte (MG):
Recife (PE):
Maringá (PR):
Rio de Janeiro (RJ):
Índio da Costa registrou no TSE uma pesquisa encomendada ao Instituto GPP. Confira:
Os cinco pontos
O instituto GPP deve divulgar hoje uma pesquisa de intenção de voto para a Presidência da República. Índio da Costa, vice na chapa do tucano José Serra, registrou o levantamento no TSE, e o resultado pode, portanto, ser tornado público. A diferença deve ser de cinco pontos em favor da petista. Dada a margem de erro, é possível que estejam em empate técnico.
Coisa de democratas e tucanos que apóiam Serra? Pois é… Sabem o que é interessante - e já tratei desse assunto aqui? O trascking do PT, o de verdade (não aquele que eles propagandeiam por aí), também aponta uma vantagem de apenas cinco para Dilma. E isso, claro!, é muito pouco para tranqüilizar os petistas.
A histeria tem explicação. Ou vocês acham que os petistas estariam tão nervosos se estivessem certos dos 11 ou 12 pontos apontados em algumas pesquisas?
No GPP, diferença em favor de Dilma é de 5,5 pontos
O jornal Diário de S. Paulo publica hoje pesquisa eleitoral nacional feita pelo Instituto GPP. No levantamento, a diferença entre a petista Dilma Rousseff e o tucano José Serra é de 5,5 pontos percentuais nos votos totais e de 6,4 pontos nos votos válidos. A margem de erro é de 1,8 ponto para mais ou para menos. O levantamento foi feito entre os dias 23 e 25 de outubro.
| Candidato | Totais | Válidos |
| Dilma Rousseff | 46,4% | 53,2% |
| José Serra | 40,9% | 46,8% |
| Não sabe | 6,6% | |
| Nulo/Nenhum | 6,1% |
Paralelamente, a Rádio Jovem Pan, aqui em São Paulo, em trabalho conjunto com diversas rádios em todo o Brasil, fizeram, durante todo o dia, uma enquete: Se a eleição fosse hoje, em quem você votaria?
O resultado detalhado, inclusive com o áudio da enquete pode ser visto e ouvido aqui.
Em São Paulo (SP):
José Serra (PSDB) - 86,7%
Dilma Roussef (PT) - 13,3%
Em Fortaleza (CE):
José Serra (PSDB) - 76,7%
Dilma Roussef (PT) - 23,3%Joinville (SC):
José Serra (PSDB) - 83,3%
Dilma Roussef (PT) - 16,7%São Luís (MA):
José Serra (PSDB) - 90%
Dilma Roussef (PT) - 10%Porto Alegre (RS):
José Serra (PSDB) - 33,3%
Dilma Roussef (PT) - 66,7%Manaus(AM):
José Serra (PSDB) - 76,7%
Dilma Roussef (PT) - 23,3%Salvador (BA):
José Serra (PSDB) - 60%
Dilma Roussef (PT) - 40%Campo Grande (MS):
José Serra (PSDB) - 66,7%
Dilma Roussef (PT) - 33,3%Vitória (ES):
José Serra (PSDB) - 50%
Dilma Roussef (PT) - 50%Belo Horizonte (MG):
José Serra (PSDB) - 56,7%
Dilma Roussef (PT) -43,3%Recife (PE):
José Serra (PSDB) - 36,7%
Dilma Roussef (PT) - 63,3%Maringá (PR):
José Serra (PSDB) - 80%
Dilma Roussef (PT) - 20%Rio de Janeiro (RJ):
José Serra (PSDB) - 80%
Dilma Roussef (PT) - 20%
E a PF (polícia de lula) vai prosseguir com as investigações?
Merval Pereira, no Globo, Extraído do Pitacos: política brasileira em foco.
Não satisfeito de ter transgredido todas as normas legais relativas à campanha eleitoral no afã de eleger a candidata que tirou da cartola, o presidente Lula na reta final da eleição perdeu qualquer vislumbre de constrangimento que porventura ainda tivesse e passou a fazer campanha política 24 horas por dia, antes, durante e depois do expediente oficial de presidente da República, em todas as dependências oficiais do governo.
E participou diretamente nos dois últimos dias de duas das mais vergonhosas tentativas de farsas políticas da história recente do país.
Ontem, ele se despiu dos rigores do cargo e assumiu o papel do cabo eleitoral mais energúmeno que possa haver.
(Antes que algum petista desavisado ache que estou xingando Sua Excelência, devo esclarecer que utilizo o termo energúmeno no sentido de "fanático". A palavra parece um palavrão, mas não é).
Na coluna de ontem, escrevi que Serra fora atingido por um "artefato" e houve petistas exaltados que vissem no termo um sentido alarmante que ele não tem. Usa-se a palavra para definir "qualquer objeto manufaturado". Como não sabia o que havia atingido o candidato tucano, usei a palavra. E acertei, como veremos.
Voltando ao caso, o cabo eleitoral Lula da Silva disse que a agressão sofrida por Serra era uma "mentira descarada".
Segundo ele, depois de ver imagens das redes Record e SBT, ficou convencido de que Serra fora atingido por uma bolinha de papel e seguiu caminhando por mais 20 minutos, quando recebeu um telefonema "de algum assessor da publicidade da campanha que sugeriu parar de caminhar e pôr a mão na cabeça para criar um factoide".
Para encerrar o festival de irresponsabilidades, Lula comparou o caso ao do goleiro chileno Rojas, que fingiu ter sido atingido por um rojão num jogo contra o Brasil.
Ontem, o Jornal Nacional demonstrou, com o auxílio de um perito, que quem criou um factoide com claros objetivos políticos foram as reportagens que montaram dois momentos diferentes como se fossem uma sequência, tentando desqualificar o que foi uma atitude política digna dos regimes fascistas.
Serra foi atingido, sim, por uma bobina de papel crepe (o tal "artefato") que, arremessado com força, pode provocar danos graves na pessoa atingida.
A agressividade dos cabos eleitorais petistas em si mesma já era motivo para preocupação, pois em democracias não é aceitável que grupos tentem impedir outros de se manifestar.
Desse ponto de vista, é lamentável o que ocorreu ontem em Curitiba, quando a candidata oficial foi recebida com bolas de água jogadas de cima de prédios. Se atingissem alguém, elas seriam tão perigosas quanto o "artefato" que atingiu Serra.
O que não é comparável é a origem dos dois fatos. O primeiro foi uma ação política orquestrada com a intenção de agredir o candidato oposicionista. A outra é uma irresponsabilidade.
Na quarta-feira, Lula havia anunciado para os jornalistas a conclusão de um inquérito que a Polícia Federal realizou sobre a quebra de sigilo fiscal de parentes e pessoas ligadas ao candidato da oposição José Serra.
O próprio presidente, depois de ter tentado desqualificar as denúncias sugerindo que se tratava de uma ação eleitoreira de Serra, viu-se obrigado a convocar a Polícia Federal para investigar o caso.
Soube em primeira mão o resultado do inquérito e pareceu satisfeito, tanto que anunciou aos jornalistas, sem que fosse perguntado, que a Polícia Federal iria revelar "a verdade dos fatos", que nada tinha a ver com "as versões".
De fato, a Polícia Federal retirou todo caráter político da investigação, e anunciou que o responsável pela compra dos sigilos quebrados era o jornalista Amaury Ribeiro Junior quando ainda trabalhava no jornal "Estado de Minas".
O PT passou então a espalhar a versão de que se tratava de uma briga interna dos tucanos, e que o serviço sujo fora feito para ajudar Aécio Neves na disputa interna com Serra pela indicação a candidato do partido a presidente.
A suposição era de que o jornal "Estado de Minas" mantinha estreita ligação com Aécio e designara seu repórter investigativo para devassar a vida de seu adversário.
O próprio Amaury Ribeiro Junior disse que fizera os levantamentos "para proteger Aécio", mas em nenhum momento afirmou que fora designado pelo jornal para tal tarefa, apenas insinuava o vínculo.
Não bastou que o jornal e Aécio desmentissem essa hipótese, a rede de intrigas petista passou a anunciar como verdade o "fogo amigo" tucano como gerador da quebra dos sigilos fiscais.
Pois ontem a verdade veio à tona: o jornalista não estava mais trabalhando para o "Estado de Minas" quando encomendou a quebra de sigilo dos parentes de Serra e de pessoas ligadas a ele no PSDB, e agora acusa o petista Rui Falcão, coordenador da campanha de Dilma, de ter roubado os dados de seu computador.
Esses dados, juntamente com a informação de que havia sido criado um grupo de espionagem dentro da campanha, foram vazados para a imprensa em decorrência de uma disputa de poder entre Fernando Pimentel, responsável pela contratação dessa equipe de "jornalistas investigativos" para trabalhar no "setor de inteligência" da campanha, e Rui Falcão.
Agora a Polícia Federal tem a obrigação de prosseguir nas investigações para saber quem financiou o jornalista Amaury Ribeiro Junior desde a compra dos sigilos até que surgisse oficialmente como membro da campanha dilmista no tal "setor de inteligência".
Do jeito que as coisas ficaram, a sensação é de que a Polícia Federal foi usada pelo governo para revelar, às vésperas do segundo turno da eleição, apenas informações que prejudicassem o campo oposicionista.
A nota indignada do diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, repudiando o uso político das investigações, só pode ser considerada se a atitude da Polícia Federal corresponder a ela, o que não aconteceu até agora.
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Séria advertência do Coronel!!
Atenção PSDB!!
Está sendo planejado, dentro da Campanha de Dilma Rousseff, uma "agressão" à candidata ou ao presidente da República. A armação é gravíssima. É importante que o PSDB e os veículos de comunicação sérios estejam atentos. Há um plano em andamento para gerar um factóide que decida a eleição. Chegou a hora de chamar observadores internacionais e de fazer uma denúncia pública antes que isto venha a acontecer.Com a PF aparelhada e o TSE em dormindo em berço esplêndido, com 90% da imprensa vendida, chamem o New York Times, chamem logo uma coletiva com veículos internacionais! Chamem organizações de direitos humanos! Chamem Jimmy Carter!
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Nota oficial do PSDB sobre quebra de sigilo na Receita Federal
"O Brasil assiste atônito à mais grave evidência de uso político e partidário das instituições do Estado, agravada pela manipulação de documentos oficiais sob responsabilidade direta do Poder Público.
Primeiro, o presidente da República anuncia ao País que a Polícia Federal se pronunciará sobre a investigação a respeito da quebra do sigilo fiscal de integrantes do PSDB, numa demonstração explícita de que o conteúdo do posicionamento de uma investigação policial, que se pretendia isenta e sigilosa, seria favorável ao seu partido, o PT.
O Brasil então quer saber:
Se o assunto é tão relevante a ponto de merecer a participação direta do presidente da República, por que a Polícia Federal não divulgou a íntegra dos depoimentos?
A resposta é simples. A leitura dos depoimentos joga por terra toda a farsa montada pelo PT para esconder as vergonhosas e inaceitáveis ações que ocorreram verdadeiramente dentro do comitê da campanha da candidata Dilma Rousseff, em Brasília.
Nas últimas 24 horas o PT, o presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff usaram de todos os meios para dizer aos brasileiros que a criminosa ação de venda e de vazamento de dados sigilosos da Receita Federal ocorreu a partir de uma disputa interna do PSDB entre José Serra e Aécio Neves. Disseram isso publicamente a jornalistas e aos eleitores brasileiros.
A candidata Dilma Rousseff afirmou literalmente que o jornalista sob investigação, Amaury Ribeiro Júnior, em seu depoimento à Polícia Federal, teria declarado “que fez o trabalho dentro de um conflito entre dois candidatos à presidência dos tucanos”. Dilma avalizou perante o País inteiro a versão de que o vazamento de dados fiscais da família de José Serra foi uma iniciativa com o objetivo de proteger o governador Aécio Neves contra dossiês feitos por pessoas ligadas ao governador Serra.
A leitura do depoimento prestado pelo jornalista à Polícia Federal, no entanto, revela exatamente o contrário e joga por terra a tentativa do PT de fraudar a verdade: em nenhum momento o jornalista disse ter feito qualquer investigação com o objetivo de proteger o governador de Minas de ações de pessoas ligadas ao governador Serra.
O depoimento é inequívoco ao mostrar as digitais dos responsáveis por negociações e estratégias inaceitáveis num processo de disputa eleitoral de um País democrático. Os nomes estão declarados pelo jornalista e não são de tucanos, e sim do PT.
O depoimento do jornalista Amaury Ribeiro Júnior traz revelações importantes e necessárias para conhecimento e reflexão dos eleitores brasileiros. São elas:
1- O jornalista diz textualmente que houve pelo menos duas reuniões de integrantes do comitê da campanha de Dilma Rousseff, com data, hora e endereços identificados em Brasília, com o objetivo de contratar serviços de espionagem contra José Serra.
2- Que o comitê da candidata Dilma analisou propostas financeiras feitas para contratação de serviços de espionagem contra integrantes do próprio PT e contra integrantes do PSDB.
3- Que havia uma disputa interna por poder entre dirigentes do PT dentro do comitê da candidata em Brasília.
4- E, por fim, o jornalista atribui claramente a Rui Falcão, do PT, o vazamento dos dados fiscais obtidos por ele.
O depoimento do jornalista revela mais:
Que a obtenção dos dados fiscais ocorreu no final de setembro em data na qual Amaury Ribeiro Júnior, não trabalhava mais para o jornal Estado de Minas. Documentos da empresa mostram que o jornalista encontrava-se em férias, tendo voltado em 14 de outubro para pedir demissão.
Que enquanto trabalhava no jornal, suas despesas eram custeadas pela empresa e, durante o período das férias, suas despesas passaram a ser custeadas por pessoas. Quem pagava as despesas de Amaury? Por que ele sempre passava por Brasília antes de seguir para São Paulo, conforme demonstra a investigação?
As perguntas que o País quer ver respondidas são de quem era o dinheiro que despachante Dirceu Rodrigues Garcia disse à Polícia Federal ter recebido em sua conta corrente em agosto deste ano?
O presidente da República e Dilma Rousseff devem ainda explicar ao País quem autorizou a integrantes do comitê da candidata a fazer negociações de contratos para espionagem e que envolveriam até a contratação de transporte de dinheiro de Caixa 2, conforme afirmou o jornalista em seu depoimento à Polícia Federal.
Todos, incluindo o PSDB, esperam os esclarecimentos que se fazem necessários e urgentes ao País.
Senador Sérgio Guerra
Presidente Nacional do PSDB
Brasília, 21 de outubro de 2010."
Presidente Nacional do PSDB
Brasília, 21 de outubro de 2010."
E ninguém me tira da cabeça que o lamentável episódio de ontem, a agressão a José Serra, que nos envergonhou perante o mundo inteiro, foi proposital, para desviar as atenções desse caso de mais um evidente aparelhamento do Estado em favor de um partido que (ainda e não por muito tempo) está no poder.
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O ódio e a mentira se juntam no palanque
Não posso deixar de reproduzir esse artigo de Augusto Nunes.
Vem exatamente ao encontro do que disse abaixo, sobre a falta que faz um Ministério Público que funcione.
Não tem segredo, por mais que esse pessoal que "está governante" não preste - e não prestam, mesmo -, se o Ministério Público e o Poder Judiciário trabalhassem e trabalhassem direito, não estaríamos no pé em que estamos. #prontofalei.
Vem exatamente ao encontro do que disse abaixo, sobre a falta que faz um Ministério Público que funcione.
Não tem segredo, por mais que esse pessoal que "está governante" não preste - e não prestam, mesmo -, se o Ministério Público e o Poder Judiciário trabalhassem e trabalhassem direito, não estaríamos no pé em que estamos. #prontofalei.
“Politica a gente não pode fazer com ódio, com agressão, mas ninguém aguenta mentira!”, mentiu no falatório desta terça-feira o palanqueiro que trocou a Presidência da República para assumir o comando de uma facção ─ e agredir com singular virulência todos os que ousam divergir da palavra do Mestre. O alvo imediato da discurseira foi o ex-governador Marconi Perillo, candidato a mais um mandato pelo PSDB. Mas ondas de ódio se propagam na velocidade do som, confirmou nesta tarde o ataque boçal de milícias do PT à passeata de José Serra no Rio.
“Uma coisa que a gente aprende no berço, na relação familiar, é a questão de caráter, de respeito!”, continuou o berreiro em Goiânia. “Não tem nada pior que um politico sem caráter algum, que não colocou um trilho na Ferrovia Norte-Sul, dizer que ele que fez a ferrovia!”. Lula gosta de falar perigosamente: Perillo deveria ser o último nome na lista das vítimas do animador de comícios.
Na improvável hipótese de que tenha reivindicado a execução de uma obra federal, o acusador continuaria em débito com o acusado. Em 2003, como atesta o vídeo, o ex-governador propôs a Lula a criação do Bolsa Família, cuja paternidade seria roubada pelo beneficiário da ideia. Em 2005, foi o mesmo Perillo quem sugeriu ao presidente que procurasse informar-se sobre uma nova modalidade de bandidagem em curso no Congresso. Fora batizada de “mensalão”.
O tom colérico da voz, o rosto crispado, o cortejo de insultos, o desfile de bazófias e bravatas ─ a soma de sinais inconfundíveis gritou que Lula apareceu em Goiás nem tanto para reeleger-se com o nome de Dilma Rousseff, ou para anabolizar a candidatura cada vez mais anêmica do companheiro Iris Rezende, mas para impedir a vitória de Perillo. Se o PSDB perder a eleição, o ressentido incurável terá matado simultaneamente o mensageiro de más notícias e o real criador do Bolsa Família.
Para tanto, Lula não reluta em assassinar a verdade e o próprio passado. A obra cuja autoria reclama aos berros é a mesma em que o oposicionista do século passado enxergou um monumento à corrupção. Em 6 de setembro de 1987, num comício em Aracaju, o deputado federal Luiz Inácio Lula da Silva, presidente nacional do PT, disse o que pensava da Ferrovia Norte-Sul e do presidente José Sarney, que a concebera:
“Ademar de Barros e Paulo Maluf poderiam ser ladrão, mas eles são trombadinhas perto do grande ladrão que é o governante da nova República, perto dos assaltos que se faz”, garantiu o candidato crônico. “O presidente da República ao invés de fazer açude, ao invés de fazer cacimba, ao invés de fazer poço artesiano ou fazer irrigação no Nordeste, vai gastar 2 bilhões e meio de dólares pra construir uma ferrovia, Norte-Sul, ligando a casa dele no Maranhão até a casa dele em Brasília”. A “ferrovia do Sarney” hoje é a Ferrovia do Lula. Não é falta de memória. O que sempre faltou é vergonha.
Nesta quarta-feira, o ataque físico a José Serra confirma que, agora mais do que nunca, falta polícia, falta Ministério Público e falta Poder Judiciário.
Serra: nota oficial sobre agressão
Nota oficial sobre agressão sofrida hoje por José Serra no Rio de Janeiro:
Durante caminhada pacífica em Campo Grande (RJ), com muita aceitação popular, a comitiva do candidato à presidência da República, José Serra, foi surpreendida por militantes da campanha adversária, que tentaram impedir-lhe o avanço.
Em determinado momento, acertaram a cabeça do candidato Serra com um pesado objeto. Com o golpe, ele ficou tonto e se submeteu a um exame médico inicial, onde os médicos sugeriram uma tomografia computadorizada e repouso. Por conseqüência, foi suspensa sua programação no Rio de Janeiro.
Nossa candidatura reafirma sua posição pela paz, tolerância e um governo de unidade nacional, pois entende que esse é o único caminho para o progresso no Brasil.
O Vale tudo e a desinformação
Para não largar o osso, vale tudo:
- violar a Constituição Federal
- fazer alianças com quem até outro dia atacavam
- assinar documentos com compromissos que não se pretende cumprir porque claramente contradizem toda a história pessoal e do partido
- se fazer de vítima
- assacar inverdades contra o adversário e a família do adversário
- assacar inverdades contra o antecessor
- se apropriar indevidamente das realizações do antecessor
- passar quase 8 anos atacando o antecessor e, quando desafiado para um debate público, "fugir da raia" afirmando que não vai "bater boca" (que falta de nível, como se FHC se prestasse a bate-bocas!!)
- criar a figura do presidente com horário de expediente, que pode ocupar palanques fora do expediente
- passar a ocupar o palanque inclusive no "horário de expediente", sem prejuízo dos vencimentos (claro!)
- desmoralizar as instituições
- violar sigilo fiscal
- criar dossiês
- incitar uma verdadeira guerra civil colocando brasileiros contra brasileiros
para dar apenas alguns exemplos.
Não tem segredo. Só não enxerga quem não quer (ou quem não tem acesso às informações, limitadas infelizmente, em razão da petetização da grande imprensa).
É tão evidente que quem usa de tantos expedientes nocivos à democracia, ao Brasil e aos brasileiros, não visa o bem do País, mas apenas a seu próprio !!!
A sujeira aumenta proporcionalmente à medida em que José Serra se aproxima do Palácio do Planalto. Também não tem segredo. Já era esperado. E vai piorar.
Nosso papel, a meu ver, é exatamente levar informação a quem não tem acesso a ela.
Como bem colocado no editorial de Veja, de hoje, foram 54 milhões de eleitores, no primeiro turno, a dizer não ao que está aí.
Há muito mais gente decente no Brasil. Basta que sejam informados do que está a ocorrer.
E isso cabe a nós, membros da elite decente.
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Até que enfim FHC perde a paciência com Lula
FHC desafia Lula para uma conversa 'cara a cara' após fim de mandato
Principal alvo de críticas do PT no programa eleitoral, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso desafiou ontem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para uma conversa "cara a cara", quando o petista "puser o pijama".
Dizendo-se vítima de mentiras, FHC disse que Lula foi mesquinho ao não reconhecer o legado do PSDB e assumir a paternidade da estabilidade da moeda.
"Estou calado há muitos anos ouvindo. Agora, quando o presidente Lula vier, como todo candidato democrata eleito, de novo, perder a pompa toda, perder o monopólio da verdade, está desafiado a conversar comigo em qualquer lugar do Brasil. No PT que seja", discursou FHC.
Segundo FHC, não é para enumerar as ações de cada governo. "É para ter firmeza, olhando cara a cara do outro, ver dizer as coisas que diz fora do outro. Quero ver o presidente Lula que votou contra o Real, que fez o PT votar contra o Real, dizer que estabilizou o Brasil. Ele não precisa disso. Para que ser tão mesquinho? É isso que eu quero perguntar a ele. 'Lula, por que isso, rapaz?' Você pegou uma boa herança, usou. O Serra vai pegar as duas heranças".
Em discurso a integrantes do PSDB, FHC chamou a petista Dilma Rousseff de duas caras e negou que tenha pregado a privatização da Petrobras, como a candidata acusou no debate da Band:
'Agora, vêm falar que eu queria privatizar a Petrobras. Quem é esse Gabrielli para falar isso comigo, meu Deus? Fui presidente da República. Ele tem que me respeitar", afirmou FHC, dizendo que foi processado por ter defendido a Petrobras.
"Perdi uma cátedra".
Ao falar das acusações do PT, FHC disse que os adversários "estão muito nervosos" por causa do segundo turno. "Caíram da cadeira. Nunca imaginaram que iriam ao segundo turno. O Lula sempre foi para o segundo turno. Por que a Dilma não iria? Só que agora ela vai às cordas com o nosso voto".
No evento organizado pelo PSDB de São Paulo --mas sem a presença de Serra-- FHC acusou o PT de uso político da máquina pública, Mais uma vez, disse que não passou a mão na cabeça de aliados, de "aloprados".
"Não queremos um Brasil de preguiçosos. Não queremos um Brasil de amigos do rei. Não queremos um Brasil de companheiras Erenice"., discursou FHC, que encerrou o discurso propondo um debate com Lula.
Tomando o cuidado de afirmar que o pijama seria transitório, FHC sugeriu uma conversa entre os dois, a exemplo das visitas que fazia a Lula em São Bernardo do Campo.
"Presidente Lula, terminadas as eleições, quando você puser o pijama, não sei o que vai por, o que vai fazer, será bem recebido. Venha ao meu instituto. Vamos conversar cara a cara [...] "Agora de pijama, venha lá. Venha lá. Vamos conversar. Você fez muita coisa boa, mas não precisava ser tão mesquinho, rapaz. Isso diminui você. Não precisa. O Brasil é de todos nós".
(Na Folha Poder)
Se Lula tivesse hombridade, aceitaria o desafio antes de oficialmente "vestir o pijama". De fato, está de pijama, no mínimo, há 6 meses...
O PSDB - espero que tenham gravado essa fala - deveria reproduzi-la no horário eleitoral.
53,09% dos votos válidos não quer mais o PT
O PT veio com uma campanha ridícula, afirmando que o brasileiro quer uma mulher na presidência.
Para abalizar essa brilhante conclusão, somaram os votos dados à Dilma e Marina.
Como em segundo turno ficaram Serra e Dilma, sobra aos "eleitores que querem uma mulher" votar em Dilma...
A análise parte de um pressuposto absolutamente equivocado.
A conclusão é que a soma dos votos de Serra, Marina e dos demais candidatos demonstram a parcela da população que não quer a continuidade do governo Lula.
Ou seja, 53.938.719 eleitores ou 53,09% do votos válidos. Essa é a parcela da população que não quer mais o PT no governo.
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Em defesa da privatização
"Se querem condenar as privatizações, estão dizendo a cada cidadão brasileiro que pegue o celular no seu bolso, na sua bolsa e jogue na lata de lixo mais próxima", provocou. "Foi a privatização do setor que permitiu a universalização de acesso da população, por exemplo, à telefonia celular." (Aécio Neves)
Absolutamente correto.
Esse negócio de reestatização, de "Estado grande", só serve para onerar nossos bolsos, servir de cabide de emprego!!
Se o Estado conseguir cumprir suas funções – que só a ele cabe –, o que, diga-se, não vem conseguindo, já está de muito bom tamanho.
De resto, há que se privatizar tudo mesmo. Está mais que comprovado, que as empresas passam a ser mais eficientes e rentáveis.
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