Novo abaixo-assinado, muito além da CPMF

Mais uma vez, a Jurema (Casa da Mãe Joana) foi extremamente feliz.

Divulga a existência de mais um abaixo-assinado contra a CPMF (eles se recusam a entender que não aceitaremos mais impostos): Manifesto Popular contra a volta da CPMF ou Tributo Similar e esclarece: não se trata, apenas, de reafirmar que não aguentamos mais pagar impostos. 

"É muito mais do que isso.  É a forma de mostrar ao governo PTista que NÃO FARÃO TUDO O QUE QUISEREM, independente da nossa vontade . Vamos provar que  O POVO NÃO SERÁ UM CORDEIRINHO, UMA FIGURA INERTE."

Assim, quem ainda não assinou, aproveite e assine aqui.

E.T.: Ao que tudo indica, continuaremos sem oposição. 
Quem deveria estar encabeçando esse movimento - com muito mais estrutura e meios  - são os chamados partidos de oposição. 
À essa altura, já deviam estar organizando passeata nas ruas de todos os estados brasileiros. 
Claro, se dependermos deles, estaremos fritos. Façamos nossa parte. 
Quem sabe, antes de 2012 tenhamos a felicidade de ver surgir um partido forte, de oposição real.

Quem não tem competência, que não se estabeleça!!

Há um velho ditado que diz que quem não tem competência não deve se estabelecer. É o que temos visto ano após ano com o Ministério da Educação. Uma vergonha.

Não passa um ano sequer sem que apareça algum problema com o tal do ENEM. 
Já tivemos de tudo: desde "vazamento de provas", divulgação indevida de dados de estudantes, exames anulados.

Hoje, mais um episódio.

Um exame ridículo - para dizer o menos - que efetivamente não avalia a qualidade do estudante, cheio de restrições:
- o aluno tem que chegar uma hora antes do início (12:00hs)
- só pode sair depois de duas horas de iniciado o exame (15:00hs)
- se quiser levar o caderno de questões para conferir do gabarito, só pode sair após às 17:00hs
- não pode portar lápis ou borracha
- apesar do fator tempo ser fundamental em tal exame, não pode portar nem mesmo um relógio

Depois de ficar mais de 5 horas à disposição do Ministério o jovem corre o risco de ver mais esse exame anulado. Como a anulação não é certa, vai ficar outras 5 horas à disposição amanhã, novamente.

Por que? Porque apesar de tantas exigências e restrições, os incompetentes não tem capacidade de elaborar uma prova com o gabarito correspondente.

Nessa semana, tomamos conhecimento que o nível do IDH do Brasil está prejudicado pelo péssimo nível da nossa educação (que está abaixo da média da América Latina).

Pois então. Noutro dia, lembraram de uma frase, cuja autoria desconheço: o PT é formado por dois grupos, um de pessoas incapazes, outro de pessoas capazes de tudo.

O Ministro da Educação, quer parecer, pertence ao primeiro grupo. Se tivesse vergonha na cara, já teria renunciado há muito tempo!

Acredito que seja consenso entre (pelo menos) 44 milhões de brasileiros

Falo por mim: concordo integralmente com o Coronel.

1. "deputados e senadores tucanos devem fazer oposição sem enfeites, com enfrentamento de linhas duras e retas"


2. "o partido não deve dobrar a espinha para Aécio Neves"

3. "não sejam "generosos" com Aécio Neves. Alguns milhões de eleitores, contando com a memória viva da blogosfera e das redes sociais, não serão "generosos" com os fracos e os traidores."

Leia a íntegra no Coturno Noturno.

E lembro que afora os 44 milhões de brasileiros que votaram contra o governo que aí está, existem mais de 29 milhões de eleitores que não votaram. Não falta espaço. Já passou da hora de irem atrás dele...

Expectativas em relação à Dilma Roussef

Em cinco pontos, algumas de minhas expectativas em relação ao governo Dilma Rousseff. 

Um artigo de Bolívar Lamounier que vale a pena ser lido.

Se chegar à destinatária e ela aproveitar alguma coisa dele, quem ganha é o Brasil.

Algumas ponderações pós-eleições


Por tudo que consta nesse blog, acho que ninguém tem dúvida que, dentre os candidatos à Presidência da República do Brasil que se apresentaram para ocupar o cargo, eu havia escolhido José Serra.

Dentro de minhas inúmeras limitações de tempo e dinheiro e das limitações próprias, decorrentes do fato de ser ninguém, apenas (mais) um cidadão insatisfeito com os rumos que vêm dando a meu País, acredito ter feito o que estava ao meu alcance para que esse candidato fosse o eleito. Não foi.

Com a cabeça um pouco mais fria, ponderando sobre todo o havido nessas eleições presidenciais de 2010 e sobre os comentários que tenho lido de analistas políticos, blogueiros, dos próprios políticos, algumas lições começam a ser delineadas, algumas conclusões já podem ser tiradas.

A primeira e a mais evidente a meu ver é que não tivemos oposição nos últimos 8 anos. Essa falta de oposição efetiva é a primeira grande razão para que Lula tivesse crescido tanto aos olhos do povo (ainda que não acredite na popularidade que as pesquisas apontam – e não acredito mesmo -, sei que ela é muito maior do que a que faria jus).

Essa falta de oposição é a grande responsável pelo quase endeusamento daquele que (ainda) está Presidente e permitiu a ele, com a complacência clara (diria cumplicidade quase criminosa) dos meios de comunicação em geral (salvo honrosas exceções) e daqueles que deveriam zelar pela aplicação das leis e Constituição Federal, ainda vigentes: Ministério Público, Poder Judiciário e Ordem dos Advogados do Brasil (não necessariamente nesta ordem) que atropelasse a legislação em vigor, achincalhasse as instituições, a democracia, a oposição e a nós, grande parte do povo brasileiro que não o aprova e para os quais ele assumidamente não governa: "a turma do contra".

Sem sombra de dúvidas, essa é, a meu ver, a principal razão da mantença do PT no Governo Federal. Se oposição houvesse sido feita no correr desses últimos anos – e não falo de oposição burra, sistemática, mas razões legítimas não faltaram para que se opusessem – o quadro de início da "corrida eleitoral" já seria outro.

Agora, não adianta passar 8 anos dizendo amém a todas as bobagens de Lula, não o desmentindo quando delirava afirmando aos quatro ventos que o Brasil antes dele não existia, entre outras coisas, e meses antes da disputa eleitoral (chegando ao absurdo de usar a imagem do próprio Lula em seu programa eleitoral) se apresentar como "oposição".

Oposição nesse País, como bem disse meu amigo Paschoal, O Copista, somos nós.

Assim sendo, considerando apenas esse aspecto, já vi como um milagre que Serra tenha passado para o segundo turno.

Em verdade, ele passou ao segundo turno com um quadro extremamente vantajoso para si: foram 47.651.434 de votos em Dilma, pela "continuidade", e 53.938.719 de votos que, pelas mais diferentes razões, não queriam a tal continuidade. E ele não soube aproveitar o recado.

O segundo fator determinante foi a presença incômoda, ilegal, inconstitucional, agressiva, daquele que deveria estar na Presidência da República. E todos se calaram. Ninguém, nenhuma das instituições brasileiras foi capaz de tomar uma atitude efetiva para colocar aquele senhor em seu devido lugar, deixando claro para ele – e para o resto da Nação – que Presidente da República não pode sair falando qualquer asneira que lhe passe pela cabeça, que, no cargo que ocupa, não há "horário de expediente". Ele o é (ou deve sê-lo) em período integral. Mas nós, povo, anônimos, ficamos "entregues" pela absurda inação das instituições.

E aqui vem uma crítica a um artigo do Ricardo Setti, no qual ele afirma que Dilma ganhou as eleições limpamente. Não ganhou:

Não foi limpo, legal, nem digno, o comportamento de Lula.
Não foi limpo, legal, nem digno, esconderem em um cofre a biografia da então candidata, da população.
Não foi limpo, legal, nem digno, usar dinheiro e máquinas públicos, para fazer propaganda.
Não foi limpo, legal, nem digno, o recolhimento dos panfletos encomendados pela Diocese de Guarulhos (como, aliás, agora, após as eleições, informa a Procuradoria Geral Eleitoral, vejam no Reinaldo Azevedo).
Não foi limpa, legal, nem digna, a condução das "investigações" pela Polícia de Lula (antiga Polícia Federal) sobre a quebra de sigilo bancário ou sobre a corrupção que campeou a Casa Civil.
Poderia arrolar aqui inúmeras, mais inúmeras outras sujeiras, ilegalidades e indignidades. Espero voltar, ainda a esse assunto, que não complemento no momento por absoluta falta de tempo.

Então, Ricardo Setti, não me venha dizer que as eleições foram ganhas limpamente. Não foram. Foram uma vergonha para a Nação (decente e esclarecida).

Quero salientar que, apesar de ter tudo isso muito claro, não estou pregando, nem jamais pregaria, qualquer tipo de "golpe" contra as eleições realizadas e reconhecidas como legítimas.

Defendo a estabilidade das relações. Não defenderia, jamais, algo que abalasse tal estabilidade.

Defendo a lei. Defendo a Constituição Federal. Estas, já foram (e muito) feridas. Espero que tenhamos aprendido e não deixemos que essa vergonha torne a acontecer.

Um terceiro fator - e parece claro para maioria dos oposicionistas – foi a falta de engajamento, de comprometimento, do Senador Aécio Neves. Ele, por si, não seria, quem sabe determinante. Mas poderia ter colaborado muito mais, se empenhado muito mais. Mas ele não teve interesse.

Quanto a ele, sei que em futuro breve, colherá o que plantou (ou deixou de plantar) nessas eleições. Mas o PSDB deveria repensar a situação dele no partido. Deveriam aprender com o PT. Vejam que Fernando Pimentel está sendo hostilizado por ter "traído" a companheirada, por ter se associado justamente com Aécio...(leiam no Claudio Humberto). Não defendo, evidentemente, a hostilidade, mas lá no PT as coisas são muito bem definidas (no que estão absolutamente certos): ou estamos juntos ou não estamos. Não há espaço para se estar "meio junto".

E o quarto fator, acho que vocês devem estar de acordo, foi a propaganda eleitoral, excessivamente "light", considerando todo o acima exposto.  A cada novo programa esperávamos algo um pouco mais duro, que Serra mostrasse um pouco mais de firmeza, de indignação... E ficamos a ver navios.

Por fim, aprendam a falar a língua do povo.

O eleitor tem mais facilidade – por incrível que possa parecer (a mim parece) – em entender o que a Dilma está tentando dizer, o que o Lula fala quando assassina a língua pátria, do que o que vocês dizem. É triste? Muito. Mas é a realidade.

Partidos de oposição, fica, então, esse recado: são, pelo menos, 43.711.388 de pessoas na oposição. E queremos oposição. Volto a frisar, não é oposição burra, sistemática, mas é tolerância zero mesmo.
Não deixem passar nada, absolutamente nada de errado. "Metam a boca no trombone" a cada irregularidade, a cada desvio de verba, a cada tentativa de censura.

Escutem a população que está insatisfeita. Procurem atendê-la. Como "turma do contra", já não temos ninguém por nós. Usem o espaço de que não dispomos e ajam efetivamente como oposição.

E comecem ontem.

Se for para fazer diferente, fica mais bonito que "joguem a toalha", desistam. Nós não desistiremos.